São 06:47 e vou procurando informações sobre um curso qualquer de faculdade. Toca um quase-jazz, é manhã de 16 de setembro de 2007, meu aniversário, e só falta um whisky com gelo, enquanto ao invés eu como um prato de macarrão queimado e salgado demais.
Decadência. Todo um gole de whisky de morango marca Ades enquanto continuo buscando alguma coisa sobre biblioteconomia, arquivologia, ou qualquer curso superior com concorrência baixa e que dê dinheiro. Já que vou ser a puta de alguém, é bom que pelo menos eu seja uma puta cara e cheia de luxos. Segunda caixa, segunda vez que a música repete. Droga.
Tá tudo estranho, é uma daquelas manhãs não dormidas de letargia, e ironicamente, o aniversário caiu justamente num domingo, dia mais letárgico da semana. Só faltaria estar nublado com neblida, enquanto eu tragaria meu décimo cigarro imaginário de macarrão parafuso com sal, e via as promessas de um futuro decadente e trancado; fixo. Faltam profissões, faltam opções, e me soa No Mínimo irônico que eu tenha que passar os próximos 60 anos da minha vida trabalhando com algo que eu teoricamente aprenderia pelos míseros quatro primeiros. Outro currículo, outra possibilidade, outra carreira morta abandonada, e eu pensando em no que trabalhar. Ai ai.
Desde que voltei pra essa cidade, tudo tem andado um caos, mas esse aniversário parece ser o ápice do caralho a quatro. Uma literal zona. E amanhã é segunda-feira, e vai amanhecer um dia vazio sem nada pra fazer em um espaço apertado, e nem sei se encaro outra ressaca. Ah, me deixem morrer, logo... Menos drama, #41.
Enfim, tá tudo um caos, um caos brincalhão e desanimado, como uma piada de humor-negro; auto-ironia se ironizando no refluxo de si mesma. Curtir o vazio da coisa toda ainda parece viável, ao menos. Enfim, ao inferno com tudo isso.
Planejamento de vida nada... Isso aqui é a encruzilhada onde o próprio cão mijou na placa pra demarcar território, isso sim. Ai ai.
E a manhã de domingo segue, na misturada embolada do motor dando falta da minha vida...
domingo, 16 de setembro de 2007
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#41
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terça-feira, 28 de agosto de 2007
morro a cada manhã
Engraçado como estar bêbado ou drogado ou muito doente ou até há muito tempo sem dormir faz com enxerguemos o mundo de maneira diferente. Não só suas reações às coisas ao redor, mas mesmo as próprias "coisas ao redor" mudam. Você nota detalhes que não notava antes e, como numa troca justa, outras constatações que tomávamos como óbvias deixam de fazer tanto sentido assim. Não creio que seja nenhuma iluminação, nem nada disso. Eu ainda gosto da minha consciência aguçada. Mas acho que gosto mais de mim alterado. Todas essas culpas e pressões vão embora e me deixam respirar, sem precisar ficar justificando meus atos a mim mesmo o tempo todo. Mas o mais frustrante, é que tão repentinamente como chega, essa sensação se esvai quando acordo. Quando percebo que meu mundo diminuiu de novo para cerca de 8m² e uma ilusão virtual de infinitude.
Preciso manter essa percepção viva em mim constantemente, mas não sei como. Não sei como espantar esse fantasma cinza e monótono que me acorda todo dia dizendo: "bem-vindo de volta, sentimos a sua falta". Quando conseguir... então não precisarei ferir meu próprio corpo pra que ele me deixe viver.
Ainda há tempo, por favor por favor por favor deixa eu me ajudar.
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vaziø
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terça-feira, 31 de julho de 2007
dia 6, 7, 8... : crônica de um desastre anunciado
Me faltou coerência, vontade, ânimo, coragem. Me sobrou cobrança.
Sinto quebrar novamente, mas eu sei o que é drama e o que é realidade. Sei bem do fogo que se pode brincar e daquele que mata. Sei que dessa briga só saio com todos os ossos quebrados, porque é a última que pretendo ter. O problema não é o resultado final, mesmo porque depois da tempestade sempre vem a calmaria e não interessa o quanto a tempestade foi forte. O problema não é o temor de que talvez não consiga o futuro que almejo. É a dúvida do agora, é o monstro da decepção. É abandonar minha imaginação. O mundo que que vive em mim e a realidade que finjo viver.
Não é mais tempo para sonhar ou brincar de ser feliz. O passado não é mais nada do que os fatos que me levaram ao presente. Nada mais. Quero o concreto na face, quero que a dor me persiga. Quero o universo conspirando contra mim. Quero ver do que sou feito. Não quero saídas, nem "jeitinhos", nem camas aconchegantes ou noites bem dormidas. Quero a humilhação, a perda, a falta, o baque no chão após a queda até o fundo.
Quero essa tragédia que me consome aos poucos. O pão sujo e podre que o diabo amassou.
Quero todo o som e toda a fúria. Se tem mesmo alguém aí em cima (ou embaixo, ou aos lados) que me leia agora:
me traga o inferno em vida!
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domingo, 29 de julho de 2007
dia 5: despertar
Mesmo tendo aula pela manhã (ou talvez exatamente por isso) hoje foi um sábado muito mais ativo. Apesar de ser o mesmo maldito professor veado do semestre passado que vai dar essa aula de Geometria, o ambiente não poderia ser melhor: meia dúzia de pessoas, clima de "vamo terminar isso logo pra podermos ir pra casa", sem aqueles costumeiros seres falantes que querem fazer amizade até com a porta.
Andei um pouco pra voltar pra casa e acho que isso me fez bem também, me deixou quase com ânimo bastante pra ir atrás de um estágio hoje mesmo. Mas depois me acalmei e essa idéia me pareceu absurda de novo.
Finalmente penduraram no teto o saco de areia que tava encostado há meses aqui do lado. Tirei também uma das camas que tinha aqui e agora meu quarto é o lugar mais espaçoso da casa. Única coisa que falta pra eu voltar de vez à rotina saudável agora é o ânimo pra começar a correr e estrear meu tênis novo que ainda nem saiu da caixa.
À noite, resolvi voltar ao mundo social e ir numa festa na casa de um desconhecido. Depois de certa enrolação e um pequeno acidente automobilístico pra temperar os ânimos, chego no lugar, que apesar de pequeno é realmente perfeito pra festas. Não é muito de se espantar, levando em conta que Brasília parece cidade pequena, mas fazia tempo que não via tamanha concentração de gente do meu passado num só lugar. A maioria de um passado distante demais pra ao menos valer um "oi", mas mesmo assim é divertido olhar como a grande maioria não mudou nada.
Acabou não sendo realmente tão frustrante quanto eu achava que seria, talvez por que já esteja me acostumando com o fato de que em meio à panelinha das pessoas com quem fui pra festa minha personalidade fica nula e passo a ser uma das pessoas mais sem graça e desinteressantes da face da Terra. Não é que isso não me incomode mais, mas não perco mais o sono por isso. Como consequência, mandei às favas meus procedimentos pra tentar curar essa gastrite sozinho e enchi a cara, já esperando uma madrugada de pesadelos. Mas nada aconteceu. Talvez estivesse bêbado demais pra lembrar, mas a única coisa que doía hoje era meu dedo do pé que estranhamente tava todo sujo de sangue.
Preciso começar a estudar.
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vaziø
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dias 3 e 4: tédio
Como eu previa, tive dois dias de férias pra quebrar o rítmo de início de aulas. E quando falo em férias, é férias mesmo... algo que não gostaria que acontecesse de novo. Não fiz absolutamente nada, só matei o tempo sem descansar e, pra piorar, esse lance de ficar sem café continua me maltratando. No fim da tarde tive outra dor de cabeça, dessas de pura abstinência, que dói entre os olhos e você não consegue se concentrar. Acabei indo deitar e dormindo até perder a noção do tempo... Acordarei no sábado.
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vaziø
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
dia 2: desânimo
Talvez tenha chegado rápido demais, mas é que essa sensação de atraso me consome de uma forma que é impossível resistir e continuar firme e forte. A aula de hoje à noite - que por sinal foi interminável, mesmo durando apenas 3 horas e meia - reforçou o que eu já tinha sentido nas aulas "para calouros" que tive ontem ou durante minha tentativa fracassada de voltar ao cursinho. Que os anos passam e eu tô vivendo a mesma coisa over and over again. Ao redor, um bando de moleques empolgados com o primeiro contato com uma faculdade e eu refazendo uma materia que já era chata na primeira vez que fiz, há cinco anos atrás.
Me sinto meio perdido ali no meio, como um aluno repetente mesmo. E começo a questionar todo esse lance de "uma nova tentativa" que imaginei com esse curso de computação, já que mal se passou um ano e eu já tô me atrasando, reconvivendo com esse ambiente de calouros. Mas eu sei que se eu ficar pensando nisso vou acabar desistindo, então tento me concentrar no eterno "agora vai!"
Anyway... a descobertas de hoje foram que 1) toda e qualquer beleza é ofuscada quando se tem a infeliz tarefa de ensinar Cálculo 2) ficar sem comer desde o almoço até o fim da aula acaba com qualquer possibilidade de funcionamento efetivo dos neurônios 3) o mundo de repente começou a girar mais rápido e os dias acabam cedo demais.
Amanhã começa meu fim de semana e tenho umas coisas (queseiquenãovoufazer) já planejadas. Prevejo um dia de morgação. Tomara que chova.
OBS: me dêem uma câmera digital e tirarei fotos do mundo!
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dia 1: cansaço
E já acordei meio estressado. Acho que fui dormir tarde demais, sono conturbado... mas saí correndo até com mais disposição do que o normal, porque sabia que o dia ia ser longo. Me preparei com o mp3player da minha irmã e fui pra rodoviária em mais uma manhã sem cafeína. Voltar a pegar ônibus e ficar quase 1 hora sentado pra ir e quase outra pra voltar é desanimador, mas eu sei que tô pagando pelos meus erros, então não tenho muito do que reclamar.
Chegando lá, já a primeira frustração: passei meia hora enchendo o mp3player de música, mas esqueci de checar as pilhas. Ótimo. Só me restava admirar a paisagem urbana/rural da EPTG com seu som ambiente ao qual já me acostumei nesse último ano de Brasília-Taguatinga.
Metodologia Científica, enfim. De cara vejo que não vai ser um semestre normal quando percebo que tem mais de uma dúzia de mulheres na minha sala e a professora começa a citar Marx, Weber e já marcar, toda empolgada, seminários e grupos de discussão. Inferno. 2002 all over again... Pouco antes do almoço e meu dia se torna sensívelmente mais complicado, perdi minha carona pra aula da tarde. Minhas opções se resumem então a quatro horas morgando na faculdade sem Lovecraft ou mp3's ou outra 1 hora e tanto do infernal serviço público de transporte brasiliense. Meu masoquismo fala mais alto: ônibus. Pelo menos vou ter umas horas de descanso almoçando em casa.
Volto pra rodoviária e em seguida de volta à facul. O semestre átipico continua com Leitura e Produção de Texto. Parecia pedagogia. Tinha mais mulher do que vi no meu meio-curso de História todo. Eu não reclamo nem um pouco. Uma mudança de ares é tudo que preciso. Principalmente quando a aula é tão absurdamente maçante - já que o professor insiste em querer ensinar "como se ler o Correio Brasiliense" - que admirar a pintura ao redor é um colírio. E quando ele começa com o papo de seminários e trabalhos em grupo, a idéia já nem me parece tão ruim assim.
Mais uma pequena viagem e finalmente em casa. Me sinto no direito de me presentear com o primeiro café de verdade da última uma semana e meia... e não deu tempo nem de saborear o momento, percebo que foi um erro. Azia, dor, preciso de um médico.
A noite cai e acabo tendo que ir no shopping pra poder aproveitar uma carona pra ir novamente à faculdade, pois decidi que já tive o bastante de ônibus por um dia. Perambulei um pouco por lá e logo me encontrava no campus da Asa Norte, que é logo aqui do lado, pra variar um pouco. Já com meu ânimo começando a me falhar, começa a aula de Cálculo, com uma professora (!) super gata e provavelmente ex-gaúcha. Certo. Talvez sejam os deuses tentando recompensar minha força de vontade. De qualquer forma, apesar de não ter tido muito de aula e muito possivelmente ter batido o recorde distrital de horas-seguidas-sentado-fazendo-absolutamente-nada, cheguei em casa morto de cansaço, mas com uma sensação de dever cumprido.
Bom começo, apesar dos pesares.
OBS: não tenho habilidade pra bater foto de mim mesmo caído na cama.
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vaziø
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terça-feira, 12 de junho de 2007
another valentine's day.
hum. Eu nunca soube começar um texto. Mas esse negócio de falar enquanto o outro não pode retrucar, é tentador! Hoje eu lembrei como já fui romântica. Quando eu acordava uma hora antes da aula realmente começar, só pra tomar banho, passar o uniforme, procurar meias limpas (eu usava meias limpas!).
Pensando bem, tempo bom mesmo era quando eu abria minha lancheira (hetero) do bambi e pegava o misto que de quente não tinha nada, mas por isso eu não precisava dividir com ninguém. Era quando eu só dormia na escola e fingia que tinha nojo de garotos.
Deixando o saudosismo de lado, não acho totalmente ridículo saber que há casais ai fora conversando, brigando, se beijando (e ouso parar por aqui)...tudo isso ao som de "Spending my time". E outros rodando e se descabelando sem saber se compram uma camisa, um relógio, um perfume, um chaveiro. Isso mostra que não foi todo mundo que perdeu a fé nas coisas. Mas enquanto eles sentem aquele frio na barriga digno de feriado internacional, eu só acho que o sol nasceu mais cedo e o leite tá muito caro.
As coisas passam realmente rápido. É clichê, mas passam. Não importa se a vida tá sendo divertida ou não, ela vai voar como no tempo em que eu acordava cedo e tinha o que fazer. Então, não quero jogar areia na felicidade dos outros, longe... Mas a questão é: tá feliz? Que bom, aproveita, porque talvez amanhã você não tenha a mesma sorte. Tá pra baixo? Escolha mudar o status mais rápido,ou não. Tá apaixonado? Boa sorte!
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melina
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
Um começo, e parte do meu desespero
Olá, pessoinhas. Finalmente venho cá me juntar a vocês. Enrolei, enrolei, arrumando desculpas, sendo a principal o fato de que ultimamente só reclamo, não sei falar nada muito animador. Estou aqui hoje escrevendo, não porque isso tenha mudado, mas é que tomei vergonha na cara mesmo.
Minha faculdade está em greve e pensei que aproveitaria esse tempo para colocar tudo em dia. Obviamente, meu plano falhou. E para piorar consegui arrumar ainda mais coisa para fazer, mais coisa para me desesperar. Há indicativo de que as aulas voltam segunda e isso me faz perder a respiração quando penso nos zilhões de trabalhos e coisas da pesquisa que tenho que terminar. Seria mais fácil se jogassem uma bomba na reitoria e os estudantes decidissem batalhar ainda mais firmemente, por tempo indefinido. Sim, eu sei, extremamente egoísta. Preciso de algo que me faça mover. Eu, sozinha, só fico com a intenção.
As coisas na minha casa pioraram de tal forma que não consigo sequer pensar no que está acontecendo. Tento escrever?, para organizar? - pois tento. Brigas e brigas, infinitas brigas, intermináveis brigas, esgotantes brigas, desgastantes brigas. E não é de hoje... Só que agora parece que pioraram. Tenho sofrido tanto com isso, mas às vezes me pergunto se isso não é um pouco egoísta também, dado que me preocupar em demasia com esta situação me faz desviar o pensamento dos outros problemas (aqueles criados por mim mesma, ou que sempre tem sua solução adiada). Não importa. A questão é que pioraram. Meus pais vieram nos visitar uns dias atrás, acabaram com o humor de todo mundo. Dois dias depois de terem ido embora encontramos uma carta, belíssima carta, poderia concorrer a algum prêmio de literatura por sua formalidade... Encontramos uma carta escrita pela minha mãe na qual ela nos culpava de tudo, de toda sua infelicidade, de toda desgraça que vem ocorrendo na família. Engraçado que enquanto nós sofríamos desde crianças só agora isto se torna aparente para ela e meu pai, e os culpados somos nós. Um absurdo. Coincidência ou não, nesta mesma semana meu irmão voltou a se cortar - e, acredite, ele não faz isso por prazer. Estranho é pensar que nessas horas não tenho para onde correr. Pensei em conversar com meu pai mesmo, já que está incluído na situação e é talvez o mais sensato da família. Mas não, como pedir ajuda a alguém que também foge?, que não consegue olhar para a situação?, que não parece querer mudá-la? Estava ontem jogando quando ele conectou, falou que um outro jogador poderia me ajudar (eu estava começando um novo personagem), e lá fui eu conversar com o tal. Conversa esta que fluiu muito naturalmente, e me agradou, até o ponto em que descobri que o tal jogador é na verdade uma mulher casada que mora aqui na minha cidade. Como se não bastasse, o casamento da tal parece estar enfrentando uma má fase. Beleza, hein? Troféu joinha pra vocês. E enquanto isso, me desespero aqui, ando de um lado pr´outro e não consigo resolver nenhuma das questões que dizem respeito a mim, tão somente.
Ai ai... Desculpem-me se começo a postar assim, e se tenho fugido do MSN. É que realmente não ando com cabeça. Quero fugir, apenas fugir. E acho que é isso que acabarei fazendo, a final, se não conseguir manter a calma e ser sensata (está difícil...).
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Tita
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terça-feira, 5 de junho de 2007
movimento eterno

É, eu sei o que disse sobre tentar melhorar, sobre tentar ficar longe do álcool nas manhãs não-produtivas desse semestre desastroso... Acontece que não tenho mais o que fazer mesmo. Minha natureza... ou whatever. Eu devo tá entrando numa dessa fases anti-sociais em que me isolo, trancado no meu quarto, falando só quando absolutamente necessário.
Anyways... eu tento aproveitar meu tempo perdido - quando mato todas essas aulas durante a semana - lendo. Mas a diversão maior, eu confesso, tá em observar o mundo ao meu redor enquanto saboreio o néctar dos deuses holandeses (se é que eles tinham alguns - deuses digo, não néctares). Normalmente eu sento em frente a um salão de beleza chamado Cris Arts (é, chique assim mesmo) e Festas - obviamente, uma puta placa gigantesca que pertencia ao estabelecimento que faliu antes do início dessa empreitada narcisista.
Apesar do propósito do local, não há nada muito belo a se observar além de gordas estranhas tentando dar um pouco de esperança a outras gordas não menos decadentes. Na verdade, até tem uma atendente bonitinha, mas dificilmente com atributos quaisquer suficientes pra me fazer sentar quase todo dia no mesmo local pra admirar seus dotes.
Não, o que me atrai no local é o movimento. As pessoas simples. Os transeuntes incautos. O dia-a-dia em sua forma mais despreocupada. É aquela velhinha na cadeira de rodas, empurrada por outro velhinho (provavelmente o marido), que enquanto a move, segura também sua mão, com uma intensidade e convicção que me faz pensar que talvez o tempo não seja um inimigo assim tão amedrontador como costumo imaginá-lo. É o entregador de água, já nitidamente cansado do seu trabalho, que vai rolando seus fardos de 20 litros, chutando-os pelo chão, até o local de entrega que não poderia ser outro além do mesmo salão de beleza. Salão esse que presencia ainda a investida de outro simpático idoso. Mas esse com seus bons 80 anos, bengala em riste e andar "lesmico", de quem já viveu o bastante pra perder esse receio de passar vergonha e cantar todas as jovens "beldades" do local. Ele sai com os mesmos passos lentos com os quais chegou, mas um sorriso jovial, que parece lembrar a época em que aqueles floreios lhe rendiam risos furtivos e envergonhados de aprovação de suas musas.
Acho que isso é a vida. O movimento eterno, caótico, para todos os lados, sem medir consquências. A natureza e seus microcosmos como o salão da "esquina" da 209, que acaba resumindo boa parte da aventura da existência humana. Nesas horas me parece difícil entender a tristeza.
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vaziø
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
"Um prazer que é tão intenso que chega a doer..."
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Os dias têm sido... Febris. Completamente febris, por sinal... Embebidos em uma doce paixão. Paixão esta... Docemente quente. Que consome... Que permeia. Que invade... Que incendeia... Que completa. Como nenhuma outra jamais completou, como nenhuma outra jamais preencheu, como outra jamais conseguiu me adentrar. Me sinto... Quase que completamente perdido... E ainda assim, mais do que totalmente achado...
Hoje nos falamos. Rimos. Rimos...!!! Eu, que achava sequer ter a possibilidade de uma risada, hoje ri, ri pelos cotovelos, ri pelos olhos e pela boca, e rimos juntos, e ri sozinho...
Ri de uma maneira que nunca antes ri... Ri de uma maneira tão boa, tão Perfeita... Que chega sentia dor enquanto ria sozinho... Ria, leve, perfeito... Ria sentindo o interior por inteiro, vendo suas cores, vendo suas câmaras... Vendo a forma de se arquitetar... E sentia, enquanto ria, uma dor maravilhosa, lancetante, Perfeita... Como se a dor ali estivesse, mas doesse em silêncio sem desespero... Passivamente, como se sentisse meu interior por inteiro, agora que eu era um, e fluia perfeitamente... Não por apenas as dores de antes, não porque apenas o prazer é uma dor ou uma dor é prazer, mas porque noto que a minha pele se abre para te receber, e que nunca antes estive tão nu por alguém... Como se os ardis do repúdio de uma civilação moribunda em seu mal-estar não te abrangessem. Meu mundo... Te acolhe.
A gentileza da minha voz é só sua, pequena... Assim como meu riso sincero. Realmente hás de me ver sorrir... E juntar-se-ão, os nossos sorrisos. Vou esconder as palavras, mas as saberá por como a base tonal...
Nunca antes senti nada disso na minha vida...
Ps.: O corpo agora se desespera, nunca antes tendo visto tamanho descontrole e perfeição... Algo em mim tenta se fechar, antes que seja impossível... Me exausto, emoções intensas demais a tomar este Literalmente ofegante corpo de estoicismo... Ah, pequena... Como desejo que nunca me deixe...
Pps.: Estranho. Nunca antes senti falta de alguém...
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#41
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
...
Bom, estreiando nisso aqui
depois de ser convidada a varios meses :]
Começarei, com minha quarta feira, quando a coisa ficou tennnnsa aqui em casa,
recebi boletim na escola e voila, 5 recuperaçoes, me salvando apenas em história e geografia
Entao chegando em casa foi aquele uÓ de gritaria, mãe me amndando estudar, falando que eu não vou ser nada na vida
que isso, que akilo.. blablabla
bem, conclusão: castigo ;D
pra variar....
Fiquei sexta em casa e tomei um dramin basico pra poder dormir de boa ate o dia seguinte, e assim comecei meu dia massante e desesperador... Assim, pra mim, não tem nada mais terrivel do que me trancar em casa e dizer que não posso sair, dói, eu preciso ver pessoas eusufruir do bom e velho alcool aos finais de semana pra manter um equilibrio mental basico.
Recebi no MSN que iria ter uma festinha simples na casa de um amigo, para comemorar o aniversario de outro. Nada como um drama basico para convencer sua mãe e pai de que você precisa ir.
E assim foi, eu fui na festa, econtrei com minha namorada e todas as pessoas animadas.
Bebi Bebi Fumei Bebi Bebi
BebiBebi Fumei Fumei
Bebi Bebi Bebi Fumei
Bebi Bebi Bebi Bebi Bebi
Bebi Bebi
Bebi Fumei
Entao, o alcool acabou, eu ja estava trebada, mas desci com um amigo e mais um casal para comprar mais cerveja. Fomos de fusca, amo aquele carro, mas minhas pernas sao compridas de mais para entrar la tras.
Todo o percursso tive que aguentar meu amigo dando em cima de mim, mas foi de boa, nada como algumas brincadeirinhas para apagar o fogo dessas crianças.
Chegando no supermercado compramos curaçau *o jeito q eu bebi essa maravilha sera explicado ainda.*
encontrei uma amiga da minha mae no supermercado *1:30 da manha*, tive que andar pelos obscuros corredores do supermercado para ir no banheiro... fui perseguida pelo meu amigo com TAFT (pra quem nao sabe Tesao Acumulado Faz Tempo)... Bagunçamos horrores na area do restaurante do supermercado e finalmente voltamos para casa.
Então, chegando la, experimentei o famoso ar da montanha. A macumba se baseia em:
Encha um copo de dose com curaçau *azulllllll *-*, pegue um isqueiro e acenda a bebida, quando pegar fogo, tampe com a palma da mao, se der certo vai dar um vacuo, dai, voce sacode horrores, tira a mao rapido e bebe /o/... tampa de novo, assim q engolir tudo bunitinho, voce inala o gás que ficou dentro do copo, uuuuuuh
excelente ;D
o gas é o famoso ar da montanha. :D
Depois disso, meu mundo foi só luzes coloridas.
Dancei em cima do sofá, pendurei na varanda, cantei altos.
UH
Dai eu passei mal, deitei numa cama que eu nao sei ate agora de quem era.... A irmã do dono da casa me chamou para deitar com ela, o.O .. e logo minha namorada deitou la tambem e ficou eu la no meio, dormindo ;D
Acordei sentindo.. RAm...
*censurado*
Dai eu fui pra casa.
Sentindo aquele cansaço absurdo, que chega a ser prazeroso,
deitei na cama, e senti todos meus musculos relaxando *-*...
Dormi que nem uma pedra, esperando as consequencias no dia seguinte :D.
Nada como umas festas assim para enlouquecer e esquecer ate quem voce é...
Entao.
Só para nao ficar com fama de eterna enrolada.
ta aih, confissoes de uma garota de 18 anos :D
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Madrugada
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quarta-feira, 9 de maio de 2007
tempo, o incansável algoz

*blink* Pisquei e um mês foi embora. Eu soava realmente esperançoso, ou pelo menos tentava me fazer acreditar no fato de que o amanhã nasceria mais belo. Se ouvisse minha própria experiência, o blog passado me daria a resposta óbvia: o "amanhã" nunca chega. Meu semestre na faculdade tá morto e enterrado. A preocupação agora é tentar matar as aulas de uma forma mínimamente produtiva e não saindo pra beber às 7 da manhã... Minha vida social deu uma despertada, mas foi mais pra reciclar velhos amigos (dos outros). Continuo me sentindo o coadjuvante do filme, mas bom, quem sabe não viro um Philip Seymour de uma hora pra outra. Minha rotina nessas últimas semanas se resumiu a me esforçar pra me manter feliz através do torpor. Parecia natural até certo ponto, me sentia mais vivo do que auto-destrutivo. Acho que esse foi um passo certo no meio de tanta confusão. Mas já perdeu a graça e essas últimas noites foram simplesmente de uma solidão histérica em meio a tanto álcool e conversas que não significam nada.
Eu queria me lembrar de como me apaixonar por alguém. Mas como sabiamente disse Groucho: "jamais faria parte de um clube que me aceitasse como membro". Acho que uma aplicação distorcida da frase - porém conveniente - seria que jamais me apaixonaria por alguém que admirasse uma pessoa como eu. Deve ser por isso que me esforço tanto pra me mostrar como uma pessoa diferente do que sou. Quando não pago por essa mentira com uma grande amostra de falta de personalidade, a conta vem na forma da decepção alheia. O mestre nos becos sem saída strikes back.
Ganhei um celular há mais de um mês e meu pai tem pago a conta dele, mas ainda nem comecei a usá-lo por pura preguiça de passar minha agenda de telefones do celular antigo pro novo. Isso é minha vida: acomodação. De repente olho ao redor e vejo que o tempo passou e não fiz nada. Há... e eu ainda me surpreendo.
Cansei de reclamar (por enquanto), isso parece um muro das lamentações. Uns tapas na cara, um balde de água fria e a continha, por favor, amigo.
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vaziø
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
Sobre o machucar.
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Acho que é a terceira vez que reescrevo isso. Seguindo a sugestão do companheiro de blog, tenho tentado ser mais conciso. Bom, vamos tentar seguir a fórmula pelo extremo.
Briga. Dor. Tristeza. Desprezo. Isolamento. Vontade de que entendam. Vontade... óbvia de machucar. De esmiuçar feridas. De desenvolver toda possível dor.
É engraçado uma coisa no comportamento humano... A tendência de que o ser é algo meio espelhado, de que numa dinâmica com duas pessoas, impera a dinâmica e se esvai o individual. Realidades consensuais ( ...essas vis! ) se formam, e entre um conceito e outro, se criam bem-estares e obviamente, melindres. Que diferença faz, jovem menina, se sua mãe olha pra você, quando você chega de noite da rua, e te chama de vagabunda aos gritos? É apenas uma pessoa falando, não...? Por que há tanta energia empenhada nisso, digo, em se proteger desses conceitos ofensivos? Bom... Acho que aí está a resposta: A opinião cria.
Acho que pior mesmo do que ser xingado, nesse caso, é ser ignorado... Ser nada. Pra um ser que passa a se ver como nada, como é a sensação do enxergar? Do existir...? E mais importante: Do Não-existir...? Acho que é uma sensação avassaladora, que acaba por criar uma dor imensa. Bom, eu já não sou mais uma criança... Eu tenho a noção que longe do corpo social, eu ainda existo, mas e quando é alguém importante? Ou alguém de quem, no fundo, só queria atenção e ser entendido...? Acho que tudo fica mais difícil ainda.
E não que isso seja necessariamente bonito ou digno de um abraço apertado, minha dor é feita de farpas e delas me torno porco-espinho... E enleado em seus caprichos de expressão, de querer tornar-me real, de ver que minha dor existe, quero abraçar a quem falo se esse não reconhecer minha existência, quero tornar-me real, quero abraçar àqueles a quem eu desejo atingir e me fazer entendido... Quero que entendam minha dor. E que melhor maneira de fazer isso que não obviamente talhando feridas horrendas na carne de pessoas? Oras... Não seria a vingança nada mais do que um instrumento, bem eficiente, por sinal, de comunicação? Não, nunca é pra deixar as coisas quites, é sempre pra deixar bem claro que doeu, e acima de tudo, Como doeu. Nada dessa de piedade...
Se gosto? Não, acho que não... Toda habilidade de sentir ódio é uma maneira simples de negar o fato, de que uma pessoa não presta e coagí-la ao prestar. Oras, é mais fácil simplesmente aceitar que o outro não é aquilo que se deseja. Mas se fosse tão simples assim... E não, não é. Acaba mesmo que eu queria ferir, queria ferir até que chorassem, até que gritassem, até que sentissem quão ensandecedora pode ser a dor que eu carrego todo dia... E aquele impulso já insano instingando qualquer possível destruição implorava por todo sangue que pudesse ter, e se não pudesse ferir alguém, eu sabia que, aos poucos, se não desse vazão ao meu afã compulsivo de machucar, de criar dor, que aquilo devoraria a mim mesmo, que me devoraria a carne, de dentro pra fora, por noites e dias afins, que ficaria lá, como uma frustração purulenta e cancerígena a eternamente me destruir.
Não, antes disso, eu faria alguma coisa... E se não pudesse ferí-los, iria ferir a mim mesmo, sob qualquer forma, a sede não se importa de onde bebe desde que molhe à língua e lábios. E assim foi feito. A agonia tremenda passava... Sentia alívio e satisfação imensos, havia machucado alguém.
Um fato engraçado é que não dói em nada um corte desses, é até mesmo prazeiroso; como disse, um alívio. A impressão que eu tenho é que seria muito mais insalubre manter isso preso, como que a um impulso quase primordial reprimido. É extremamente mais salutar apenas dar vazão a isso do que manter tal agonia remoendo o eu interior de forma incessante. No final das contas, eu só fiz o que precisava pra não enlouquecer. E se nem Meu corpo mais eu posso machucar, oras, que o mundo vá à merda. Fiz isso não para sentir dor. Muito pelo contrário... Senti foi prazer...
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Observações finais e desabafos aleatórios:
Obs.: Esse post se relaciona ao post acima. Foi dividido apenas por questões estéticas.
* Vale ressaltar que talvez, seguindo a mão dupla do efeito de projeção, ou a maneira como a dinâmica interpessoal se dá, talvez seja uma maneira de fazer a outra pessoa sentir dor. Eu não acho que seja isso, eu só queria machucar a mim mesmo e sentir dor pra caralho, e foi feito.
Talvez nisso eu tenho usado aqueles dois muio mais do que qualquer outra, se eles não me machucavam, bom, eu faço o serviço eu mesmo. Whatever.
* Tive uma conversa de péssima qualidade com uma "amiga" sobre essas coisas. Tirando o fato que ela fez questão de contestar tudo que eu sinto e negar essas coisas (claro, tão bom quanto o padrão de cima, exatamente o que gosto quando quero sentir alívio ¬¬'), em um momento eu propus um conceito de autoria própria, chamado "identidade funcional" ... Ela disse que "Você deve se achar muito inteligente, não, #41, pra criar conceitos próprios? Vai ler, alguém já deve ter criado isso!" Tipo... COMO ASSIM, Será que agora eu preciso que a academia Beije minha bunda pra poder pensar!?!?!? CARALHO, minha filha, você que é Burra se precisa de livros pra poder pensar em algo...!!! @$#@#Û*@(#$%*#@$(& ¬¬'
Algo me diz que existem maneiras mais espertas de chamar alguém de metido. Puta que pariu, eu podia ter vivido sem essa, até porque eu realmente tenho vontade de parar de pensar, agora. Caralho, vai se fuder.
* Uma mulher que faz aula de japonês comigo não se sentiu muito entusisamada pelo fato de eu falar com toda franqueza que o corte foi auto-flagelação. Eu em geral não me importo muito em querer esconder isso, até porque acredito que daí sim seria admitir que há algo de errado com os cortes... Por outro lado, acho que é difícil pra alguém encarar algo desse naipe sem um posicionamento pessoal; Parece que expressar dor de repente é proibido, como se fosse um ato anatemizado reclamar. Se você chega a pontos de se cortar e deixar bem óbvio a própria dor, oras, vira questão de que se quer chamar atenção... Ah, claro, como se não fosse você que prestasse atenção por conta própria. Quer dizer que eu preciso atentar à sua ira caso você se sinta compelido a prestar atenção em mim por um descontrole incoveniente da sua parte!? Velho, quer saber, você que se exploda e que meu pau cresça. Alias, porra nenhuma, que meu ego cresça mesmo, já que é pra algo crescer. Puta que pariu, até mesmo a expressão ficou institucionalizada, moralizada e regulamentada...! Como certa vez fez um par de bêbados Bem eloqüentes:
*vira pra civilização e grita*
VÃO SE FUDEEEEEEEEEEERRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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quinta-feira, 5 de abril de 2007
those good ol' days

Que preguiça de começar isso, mas vamo lá... Finalmente voltei ao mundo dos (mortos-)vivos, das bebedeiras e das coisas mastigáveis. Tenho tentado aproveitar isso, mas não tá sendo tão satisfatório quanto achava que poderia ser. Oh well, acho que reclamaria de qualquer forma né? Preciso parar com isso.
Recebi minha segunda prova do semestre e... *tararam* tirei 10,6 de 10 (sim, desfiando a racionalidade!) na prova de Lógica Matemática e comecei a fazer novos planejamentos: preciso passar pelo menos em mais uma, Geometria Analítica, pra poder salvar o semestre do ridículo. Ficaria com 50% de sucesso, o que é feio, mas não desastroso. Acho que vou desistir da aula de programação mesmo, trocentos trabalhos pra fazer, sendo que eu sei que vou reprovar de qualquer forma. Irei estudar pra prova final e seja o que Rá quiser.
Esses últimos dias bateu uma onda de nostalgia, voltando a escutar coisas antigas, "roqueirar" e, basicamente, me acabar de saudades do passado (que nunca foi tão bom, mas sempre parece melhor que o presente). Voltei à rotina de bares, pessoas estranhas e ressacas. Tudo sem nenhum propósito além de entorpecer a mente e acalmar os ânimos. E domingo, no auge dessa onda revival, me deixei convencer a fazer um desses programas que todo bom roqueiro TEM que fazer pra ganhar seu certificado de "true" e que era uma lacuna no meu histórico: ir beber no cemitério de madrugada. Desenterrei meus coturnos pra ocasião especial, compramos vinho, pinga e invadimos o local o mais discretamente possível. Tinha me esquecido como é bonito e tranquilo por lá. Tá certo que foi tenso ter que ficar se escondendo dos seguranças o tempo todo, mas acho que o risco de ser pegue é que dá emoção à coisa toda. Bom, no final das contas, foi divertido e voltei pra casa com uma sensação de leveza que rendeu até o dia seguinte.
Achava que isso tinha fechado o ciclo com chave de ouro, mas ontem ainda me reservava mais uma bebedeira sem noção que realmente me destruiu, mas me fez ter certeza que agora sim basta. A hora de uma nova perspectiva is at hand. Sem afobações, vou tentar deixar acontecer. Tô pronto de novo pra viver no presente.
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"Why does blood turn brown when it dries...?"
Talvez eu tenha tido um vislumbre estranho de vida, ontem... Pensei na situação que ocorreu como um momento genuinamente especial, que talvez tenha enriquecido meu dia de uma forma que eu jamais vou conseguir repetir, um momentinho único e singelo que a vida me deu de mão beijada, alguma coisa diferente, um detalhezinho pequeno que realmente soou como algo que fez a diferença.
É estranho pensar isso; especialmente me considerando... Como assim, alguma coisa desse tipo tá me deixando feliz? Isso normalmente não ocorre... Bom, eu achei que foi um momento de contato com humanos, e foi engraçado... Algumas cenas, visualmente falando, poderiam dar ótimas tomadas de algum filme...
Bom, aos fatos: Ontem saio de casa extremamente irritadiço e "com o pé na vala", por assim dizer, e nem queria ir pra aula, mesmo. Fui mais pra não levar falta; até de chinelo (sendo que eu ando de moto) eu fui. A sensação do chinelo em si não é tão ruim, porém, hehehehe, especialmente naquela faculdade infernal, tanto humanamente quanto na velocidade das moléculas do lugar... Bom, saio bufando, irritado. Por que Papai Noel não me dá uma BFG9000? "Dê-me uma arma e hei de limpar o mundo...!"
De qualquer forma... Aula de tradução; eu estava mais que sem saco pra assistir aquilo. Fui praticar digitação no meu notezinho versão celular; digitar nele pode ser desafiante, hehehehhe. Fiquei escrevendo o texto abaixo... Demonstrando como eu me sinto chateado com esse paradoxo:
"É impossível resolver um problema de solidão sozinho". Acho que essa é uma das pedras fundamentais da minha problemática. De qualquer maneira, fiquei a escrever e falar alguma asneira na aula, sobre como o português ou o inglês funcionava.
Após a aula, é que veio a parte engraçada da coisa... Saio pra terminar de escrever um texto, o que acabo por fazer. Quando encontro uma professora de japonês conhecida. Ficamos falando sobre meu humor menos do que agradável... Achei estranho, imaginava que ela não teria muito interesse no meu humor; talvez ela tivesse com paciência no dia, hehehehe. Li o texto, e de lá começa uma conversa engraçada sobre o mesmo... Sobre o papel da persuação da conversa;
Ela defendia que era possível exercer vontade diretamente em alguém; digo, alterar a realidade de uma pessoa por meio de argumentos. Eu acredito que a pessoa seja a totalidade da realidade, e que sem pessoa, não pode haver realidade, então a realidade necessariamente só pode ser alterada pela Pessoa em si, ainda que sob a influência de argumentos convincentes. Isso tem um pouco de "ovo e a galinha", e de discussão da sexualidade de metatron, mas eu dou mais valor ao último ponto. Ficamos nisso.
Estávamos num banco... De repente, chega o namorado dela. Bom, pessoa agradável, eu achava, ainda que com uma dificuldade de compreensão; talvez provinda do fato de que ele tentava ajudar o meu humor menos do que não-lugubremente contemplativo. Daí a conversa ficou ainda mais interessante.
Sentia-me numa espécie de berlinda; eu no meio, e o casal em cada um dos meus lados, tentando me expôr maneiras de vida. Achei engraçado como o rapaz falava de filosofia e questões relacionadas a mente, a aceitação da dor, e nesse ponto Realmente o achei interessante, mas muito ironicamente, heheheheheeh, acho que ele não estava se dando conta do que estávamos falando sobre, ou que sequer os pontos que ele expunha eram coisas que eu já havia debatido pelo menos mil vezes com uma certa pessoa que gosta de vazios, comigo mesmo, e às vezes com alguma outra pessoa.
Normalmente, teria sido Extremamente enfadonho ver alguém me subestimando dessa forma, mas como eu estava sendo o centro das atenções, e vendo os dois pagarem um Ultra-mico, em não notarem o que eu estava falando de Jeito Nenhum, hehehehe, eu deixei a situação progredir... Acabou numa conversa sobre Sartre e liberdade. Acho que foi aí, que ou o rapaz desisitiu (triste pensar nisso, mas ele estava conduzindo mais a conversa; a menina mais ouvia do que falava, talvez uma tendência desses namoros cheios de dominação, proteção e ego; ou não)... Mas um pouco sobre a conversa em si.
Toda a conversa rodava em torno de exemplos, de situações propostas, que os dois tomavam como literais. Como propostas sobre como o amor pode ser tão voluntário que chega a ser involuntário, o que eles tomavam como uma tendência minha a não aceitar alguma paixão que eu tivesse; logo depois, tentar explicar que eu não me conformo com a existência da solidão e como eu não tenho opção sobre isso, coisas que eles viam como eu reclamando que estava sozinho. ¬_¬¡. Nesse aspecto, por mais gentis que eles fossem, realmente, santa tapadice². Acho que nesse aspecto, a questão de um querer ajudar não colaborou muito com o que eles poderiam ou não entender de mim. De qualquer maneira, a conversa saiu desses tópicos, até enfim entrar em Sartre, que foi quando eu acho que eu consegui me fazer entender.
Depois de uma pequena exemplificação do que Sartre pensa sobre liberdade, e uma idéia sobre saúde mental bem complexa, num mundo onde só existe bem estar pro paradigma vigente da ciência, acho que consegui demonstrar meu ponto: O rapaz falava sobre liberdade... Que tudo era de certa forma bonitinho, e em especial, voluntário. Bom, eu falei que resumidamente, a liberdade, matematicamente falando, existe em função do poder, e que agora, um ponto em especial, é notar que o ser humano é necessariamente Condenado a essa liberdade, e isso é uma condição imutável do mesmo. Foi aí que eu acho que o mané entendeu meu ponto; eu não gosto das condições impostas sobre mim mesmo, porque é necessariamente humilhante saber que há coisas que são imutáveis e sobre as quais eu não posso nem sequer reclamar. Depois disso, não sei se ele desistiu de tentar falar sobre isso, se estava com pressa, ou se ficou irritado por finalmente entender o que eu estava falando com eles havia 30 minutos, e eles só falando abobrinha a respeito, hehehehhe. Foram embora logo após, de mais algumas falas do gênero "viva com seu problema, você vai ficar Bem". *vomita*
Acho que algumas coisas não têm solução de forma alguma, e bom... Não necessariamente toda dor tem alguma resposta, anestésico, ou sequer a necessidade de necessariamente ser sanada; algumas coisa existem e são válidas por si só. Acho que nesse ponto, posso seguramente adicionar que aqueles dois tinha Seríssimos problemas com a falácia conhecida como "wishful thinking"; eles pensavam demais em bem-estar e BEM MENOS do que deviam em ciência, em verdade, em sondar o mundo à suas voltas. Nisso, eu posso falar com certeza ferrenha:
Minha conclusão é que entre se sentir bem e viver uma vida bonitinha, eu prefiro me ocupar daqueles pequenos paradoxos cotidianos, os que não têm solução firme nem sequer podem ser resolvidos, e que necessariamente Hão de trazer angústia... Mas que por outro, também são verdade, e, ao serem ignorados, acabam por esconder uma parte bem rica da realidade, e que por mais que não sejam agradáveis de serem contemplados, me soam menos medíocres do que o bem-estar pelo bem-estar em si; Rapaz, esse negócio de viver preso a uma sensação de bem-estar não tá com nada, o interessante mesmo é o transitar.
Não que ironicamente eu não goste de tristeza, mas é o que penso a respeito. A situação inegavelmente foi destoantemente agradável, e nisso, hehehehehe, eu fiquei até um pouco feliz, talvez pelo conjunto todo, talvez por pensar que seria uma memória agradável, uma nuância que faria daquele dia diferente de todos os outros.
E por sinal, aquele dia Foi diferente de todos os outros em vários aspectos positivos, que me agradaram e felicitaram. Conversas noturnas de valor, dias de pensamento, jogos que me faria pensar, eu entendendo um pouco da humanidade... Ah, ontem foi um dia imenso, com várias horas em que realmente o tempo não apenas passava, mas era devidamente empregado. Mas isso já são outras história prum post quase de mais de cem linhas. ;)
Abaixo, o texto.
Ps.: Depois eu reviso e publico isso aí embaixo direito; tá bem cru.
Pps.: Alguém me deve alguns cortes. Eu vou cobrar, sem a mínima cerimônia, hehehehe.
_________________
Conversas aleatórias; liberdades e desistências. Não dá pra mudar o mundo interior de alguém, senão por meio da própria pessoa, e é nesse aspecto que mesmo o mais altivo tirano reconhece que não há de obter para si o poder de dobrar vontades, senão por mérito das fraquezas das mesmas. E assim mesmo que o mundo se apresenta aos seres cujam peitos se inflam em enaltecimento a si mesmos, o corpo muito mais um espelho e um desenho, um retrato, do que necessariamente o si.
Eu às vezes gosto de ver o mundo pelo meu lado, e sempre acabo reconhecendo o tamanho do meu mundo, o fim da minha pele, uma barreira intransponível com a qual eu invariavelmente me choco, como que no encontro diário marcado de um ser que constantemente se opugna aos limites da própria demiurgia. E como o planeta não se torna aquilo que eu desejaria, vejo a realidade como uma experiência alquímica de fósforos e chumbo, como que em cores selvagens e dispersas de uma reação hermética alheia ao meu controle. Oras, a questão é sempre o tratar com humanos, os seres livres que humilharam o sentido com seu vazio, essas criaturas indomáveis que até mesmo na submissão demonstram soberania, é por si só também humilhante, pois é aí que se nota a falta de opção patente no associar o próprio regozijo com esses bastardos da estase, que mais demonstram sua linhagem suja e maculada do parentesco vil com a caótica mudança, pois em suas eternas inquietas vontades e caprichos, fica deprimentemente óbvio se se fica sujeito à vontade do outro, ao capricho alheio, à forma triste e vulnerável como a felicidade dos que almejam e planejam no campo do humano é sempre uma cooperação e nunca e jamais um mérito próprio, eternamente uma situação de submissão e nunca uma per-si conquista. Ah, aos que planejam e dispõe sua felicidade e realização no campo das vidas humanas, lembraivo-nos de vossa intrínseca sujeição nesse mundo; pode ser um mundo bem triste a aqueles que mais sabem realizar sozinhos do que em grupo, ou àqueles que jamais aprenderam a viver senão sós. E em tal mundo, mesmo na altivez, há eterna incompletude, inonipotência, e solidão. Aprendei-vos com vossa solitária e inquestionável divindade... divindade... E, ao andar entre deuses... A subsequente e inegável pequenez.
Brasília, UnB, 04/04/2007, 06:05Pm
- S.
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quinta-feira, 22 de março de 2007
flesh and blood

Demorei pra voltar aqui por pura falta de ânimo. Os últimos dias não tem sido muito agitados, principalmente agora com 4 dentes a menos (não rolou de reunir os pedaços do quarto pra aparecer na foto) e uma cara inchada a mais. Bom, pelo menos acabou e foi realmente mais rápido e fácil do que eu esperava (tnx dra. Andreia). Parece que no fim das contas eu tava realmente preparado pra coisa toda, depois de tanta expectativa. Pro que não tava preparado mesmo era pro pós-cirurgico. Achei que seria o de menos, mas 48 horas depois eu me pego vendo Land of The Dead e ficando com água na boca vendo os zumbis comerem todo mundo. Eu quero carne. Ou pelo menos qualquer coisa mastigável. E eu costumava a gostar de sorvete de flocos... mas juro que se comer mais uma tigela disso eu vomito.
Me sinto fraco, doente e essencialmente inútil, mas pelo menos o mal-humor foi embora, junto com as dores ocasionais, agora é plenamente tolerável e hoje até tomei uma espécie de sopa fria. Devo passar os próximos dias curtindo minha morgação vendo o maior número de filmes que puder, tentando deixar o fato de que deveria tá estudando bem escondido no fundo da minha cabeça.
Ah! Falando nisso, recomendação da semana é A Scanner Darkly. Primeiro filme longametragem vetorizado que eu vi e o roteiro é bem interessante, baseado na história de Philip K. Dick, mestre da ficção científica futurista/conspiracional.
Mas de volta aos estudos, fiz minha segunda prova do semestre na segunda, de lógica matemática, e incrivelmente fui muito bem. Pelo menos acho que essa não vou precisar repetir. Tirei 1 de 10 na prova de programação (yay!) e agora sou obrigado a comparecer às aulas de monitoria, que falando nisso, não faço idéia de onde e quando são. Mas, se minha sorte não mudou, não duvido que seja aos sábados, no mesmo dia em que acaba meu prazo do atestado médico...
Mas pessimismos à parte, me sinto bem por ter deixado essa obrigação pra trás, posso seguir pras próximas agora: aprender a andar de moto, ler as dezenas de livros que compro e nunca li, estudar toda a matéria atrasada, voltar a fazer exercícios regularmente, ajeitar meus horários, arranjar um emprego... ou posso voltar pra cama e dormir.
É. Segunda opção, por enquanto.
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segunda-feira, 19 de março de 2007
Party for One.
- What are you doing tonight?"
- Oh, I'm throwing a party at my place.
- Really? Can I come?
- Oh, sorry. There's only room for one, and two is crowd.
*Wtf?*
Acho que eu me sinto assim. Dei uma festa pra mim hoje, comprei pizza, joguei videogame, e acima de tudo, fiz questão de tentar evitar falar com os outros. Ironicamente, é bom fazer isso. Me faz me sentir um pouco mais pleno, além de ser uma maneira de lidar com o que sinto.
Acredito plenamente que seja necessário sentir desejo, mas um desejo só se deve ser cedido a si mesmo quando ele estiver em conjunção com a vontade. Não quero ser um escravo de meus afãs.
A maioria das pessoas, quando busca companhia, busca se tornar pleno, busca enfim se tornar 1. Quando busco companhia, ainda que acabe me tornando 1, sempre procuro companhia, sempre busco um outro ser, para atingir 2. De completudes e de números, eu sou o ciclo infinito, e sendo sincero, eu gosto de me bastar. Procuro companhia; não uma unidade que esteja além de mim. De fato, a unidade não está além de mim. Eu atinjo unidade em mim mesmo.
Ps.: Desculpa a tendência a passar tempo sem postar... Tenho muita coisa a dizer, mas eu tenho me sentido diluído por ter passado muito tempo em contato com os outros; fora de equilíbrio. Estou resolvendo isso, como acho que fica claro aí em cima, hehehehhe. Leio seus posts mais tarde.
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terça-feira, 13 de março de 2007
yeah, we care a lot!

C. Minha nova língua. Ou pelo menos deveria ser se eu não tivesse tão ocupado fazendo nada o tempo todo. Ou talvez se tivesse um pouco mais de direção na vida. Mas bom, vamos encarar os fatos. Posso não saber ainda quem sou, mas tenho uma vaga noção de quem não sou.
Hoje fiz minha primeira prova do semestre, e posso dizer com a mais absoluta certeza: me fudi estupendamente. E logo no assunto que eu (ainda) suspeito que seja "minha área", a programação. Mau sinal. Semestre passado eu não me dediquei nada, mas deu pra levar aos trancos e barrancos, basicamente pela facilidade das coisas. Esse semestre tô me dedicando menos ainda e as coisas complicaram numa progressão geométrica. Ainda há tempo... pouco, muito pouco, mas há. O problema real é que começo a sentir aquele sussurro abafado, mas desesperado, no fundo da cabeça dizendo: "o que eu tô fazendo aqui?!" ...e, segundo minha experiência, isso é um prelúdio pro tocar-o-foda-se. Mas, previsões à parte, vou tentar me concentrar no que uma amiga disse: "As coisas não são assim tão cíclicas. Elas não precisam se repetir sempre."
Mais uma semana começa, quente como o inferno aqui nessa cidade que ameaça mas não chove, e eu vou levando sem pensar muito sobre nada. Em grande parte porque não há nada a ser pensado. Uma amiga vai pra fora do país hoje, sem muitas previsões de volta e eu sei que deveria tê-la procurado e feito algo pra transformar isso num dia especial, mas simplesmente era mais fácil ficar parado. Ontem eu tive um dia inteiro pra estudar, e antes disso o fim de semana inteiro, e antes ainda toda a semana anterior. Mas eu resolvi não estudar. Resolvi ficar sentado vendo o tempo passar. Por que? Não sei, porque eu podia, porque era mais fácil, imagino.
Voltei a ver muitos filmes seguidos, de novo. Nada obsessivo... ainda. Vi Tank Girl esses dias e, rondando o imdb, me impressionei com a quantidade de críticas negativas que vi sobre o filme. Eu adorei. Tosco, exagerado, desleixado, cheio de piadas sem graça, gritando começo dos anos 90. Apesar de nunca ter lido a revistinha, era exatamente o que eu esperava. Adoro esse clima 90's... tão mais divertido do que o overhyped (e megapowerbrega) anos 80.
OBS: Uma semana e contando... *medo*
OBS2: Não consigo me desfazer da sensação de que tô meio sozinho por aqui, não acha? ...acho.
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sexta-feira, 9 de março de 2007
weeks are slow, days drag on...

Literalmente me arrastando nesse resto de semana... e pelo jeito a próxima não vai ser muito diferente. Mas tudo bem, todo novo dia vivido é válido. Se não tanto pelo que eles são, talvez pela esperança do que eles possam vir a ser...
Essa minhas quartas de descanso realmente vieram a calhar nesse semestre, é como um mini-fim-de-semana no meio da semana. Só tenho que aprender a aproveitar isso tentando relaxar, se não ela só se torna algo extremamente frustrante... como foi o caso dessa última. A madrugada de terça pra quarta até foi legal, apesar de acabar mais uma vez com minha rotina, foi uma noite quieta de xadrez, cerva e morgação. O problema mesmo é que passei a quarta tentando dormir e não consegui por causa do marceneiro que escolheu o dia errado pra vir consertar todas as malditas portas da casa e fazer um estardalhaço no processo.
Mal acordei, já de noite, e me chamam pro bar. Tudo indicava um grande "não", mas não teve jeito, me deixei levar mais uma vez e me arrependi, pra variar. Não só porque cheguei tarde, bêbado e tive que aguentar a aula mais chata da semana com uma leve ressaca, mas mais porque me fez perceber o quão desinteressante eu sou pro povo com quem saio pra beber normalmente... é como se eu mendigasse por companhia. Sempre coadjuvante, tentando preencher uma solidão com álcool e alguns minutos de atenção. Sempre as mesmas conversas, sempre nos mesmos lugares. Eu não preciso disso.
Voltei da aula e dormi demais, mas mais uma vez acordei como se não tivesse sido o bastante. E não sei bem o que aconteceu depois porque fiquei sentado por volta de umas 8 horas seguidas sem fazer praticamente nada, só criando raiz. Bom, pelo menos acabei conhecendo uma pessoa legal. Fui pra aula hoje realmente arrastando meu saco, e só faltei escrever na testa que não queria ver aula. Fiquei perambulando, comendo, fingindo que fazia o mesmo exercício durante a aula toda e corri pra pegar um ônibus e me trancar aqui o mais rápido possível. Ah, uma menina vomitou no ônibus. Estranhamente é a segunda vez que vomitam no ônibus que eu tô nessas últimas duas semanas o.O
Agora preciso estudar porque tenho prova, mas sei que não vou. Um saco esses universitários empolgados. O professor da OUTRA turma marcou uma aula de reposição pra turma dele no sábado e metade da minha sala vai... como assim?! Esse povo não tem mais o que fazer? Bom, eu não tenho e mesmo assim não iria nem que me pagassem um sorvete de flocos.
Doce cama...
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terça-feira, 6 de março de 2007
how much longer 'till I hit the ground?

É isso que eu vejo da minha janela todo dia quando levanto pra ir pra aula. É revigorante, eu tenho que confessar. Às vezes não durmo ou tento acordar bem cedo só pra poder ver o mundo me desejar bom dia ao vivo e a cores.
Ultimamente não tem sido o bastante. No final da última semana eu simplesmente não conseguia parar de dormir. Era só me encostar em algum lugar e inevitavelmente tava dormindo depois de uns minutos. Dormia mais de 12 horas por dia e não é como se me sentisse triste nem nada, eu simplesmente não tinha ânimo pra ficar acordado o tempo todo. Ontem, tão de repente quanto isso começou, não consegui dormir. Fui dominado por um ansiedade que simplesmente não se cansava de existir. Eu tenho muito pra fazer, muito pra ler e refletir, pra experimentar e não tenho tempo suficiente mesmo que nunca mais dormisse.
Eu não sei o que tá acontecendo. Não tenho dúvidas de que meu corpo tem tentado me dizer algo com todo essa irregularidade que parece até externa a minha vontade. Eu só não entendi ainda o que é, o que há de errado de verdade.
Amanhã vou começar a saga que pretende ser meu pesadelo particular desse ano: arrancar meus sisos. Parece que vai ser só um reconhecimento de território básico, mas da última vez que fui ao dentista achando que era só uma conversa e uma olhadela rápida nos dentes acabei fazendo uma limpeza completa e quase saí correndo no meio da consulta. Dessa vez vou pronto pro que vier.
O semestre na faculdade começou antes do que devia mesmo. As faltas que achava que não iam fazer diferença agora no começo do semestre já começam a me atormentar. Descobri que tenho um trabalho pra ser entregue na quinta e fui tentar fazer. Não só descobri que não sei responder nenhuma das nove questões, como não faço a menor idéia do que tratam. Mais um semestre pra passar me arrastando... yay!
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sexta-feira, 2 de março de 2007
¬¬ - Situações inusitadas nas quais você considera ir ao inferno
Chega o entregador de pizza na sua casa, porém. Ele traz o inferno consigo, e num invólucro térmico, pra não perder nemmmmm um kijoule de potência e nem uma maldita caloria de calor!! Torreeeeee, baby, torreeeeee!
1) Briga. Eu tô virando mediador entre dois loucos em casa.
2) Briga. Porque diabos minhas situações pessoais são um lixo? R.: Bem simples, imbecil, você neglicencia até onde dá. Blergh, não me culpe por isso. ¬¬
3) Falta de grana.
4, e principal:
POR QUE DIABOS TODAS AS MINHAS AMIGAS SE APAIXONAM POR CARAS QUE ELAS MESMAS CHEGAM DEPOIS E FALA "Ah, ele me lembra você..." !??!!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!??!!!??!?!?!?!
¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬
*se mata*
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Se mata porra nenhuma, se atropela com uma britadeira, prega o pinto numa cruz e vai se pendurar numa estátua até cair. Ou tentar cometer suicídio no laguinho do pátio brasil.
Puta que pariu, eu devo ter negado comida ao buda pra essa merda toda acontecer de vez em quando. Ah, caralho, alguém me arranje uma chibata, cristãos me chicoteiem...!!!
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O ato de se amar.
Hoje eu fiquei louco. Louco mesmo, sabe. Louco de paixão.
Eu olhei aqueles cortes dolorosos que meu braço tem, e estranhamente, deu vontade de acariciá-los. Estranhamente, como alguém que nota a dor que transpõe a pele; os cortes não eram de fora pra dentro, mas sim de dentro pra fora, como pequenas fraturas que saiam de um todo já deveras rachado. Não eram influências, mas sim exfluências que me afluiam, que me transbordavam, irrompendo a barreira de minha pele como símbolo de uma dor.
E acariciei-os. Me permiti em carícias mil em cortes que pouco doiam, mas que estranhamente eram de uma textura peculiar. O rosto masculino não abrange pontos lisos, dada a maldição que lhe rompe os poros com sua proteína morta e grossa. Mas o que falta em bochecas e lábios talvez sobre em outros pontos do corpo. Senti aquela pele lisa e macia contra minhas digitais, contra a palma da mão, contra as linhas dos dedos... Como que finalmente me dando conta de uma dor que me rompia em dois, em três, em quatro, em mil cacos, cacos coesos apenas por uma leve desconexão que transborda pele fora e olhos adentro, tal como qualquer um que me olhe saberá. E enfim ia perdendo um pouco de minha essência corpo afora, não como uma doação mas também como alguém que recebe de volta, no círculo infindo da serpente que se perdeu em sua própria sensação, na circunferência infinita que se alimenta; eu, eternamente esvanecendo dentro daquelas linhas abertas... Era a perfeição.
...e de carícias surgiu então o primeiro beijo. Não um beijo lascivo, perdido em paixões laranjas, mas um beijo de carinho imenso. Um beijo de cuidado, um beijo de preocupação, um beijo proibido, mas não proibido pelo pecado, mas sim pelo gostar de si, ato proibido de nosso mundo, ato não permitido, que torna à pessoa mais pessoa, que torna ao humano mais humano na ligação que estabelece com um outro. E eu naquela hora era meu próprio espelho, meu próprio espelho dágua que refletia não uma imagem desamparada e ferida, mas sim uma imagem rejubilada e vibrante, de alguém que se achava na ponta dos lábios, com suas linhas traçadas em dor e verdade, em cada ponto sensível da pele vermelha e prenha de sensualidade literal e impudica, em cada ânsia proibitiva que ia aflorando daquela pele. Era pior do que meramente amar e cuidar de alguém, era se amar, se desejar, querer se dar todo o cuidado do mundo, desejar realmente ser pleno em si mesmo, e não se importando se isso seria insanidade ou não...
E de carícias sem malícia e desprovidas de paixão que não amor pueril, logo surgiram as segundas e terceiras intenções, como que algo que ia me tomando de vontade e logo era apenas naquilo que eu poderia pensar. A textura lisa e convidativa daquele níveo epitélio delgado, a maneira gentil que aquela pele tenra chamava sua dor, a forma triste e desamparada, minguada, que aqueles cortes gritavam haver por detrás de seus rombos, não deixavam dúvida senão uma sensação enormemente insana de tomar de carinhos e paixão a uma pele que convidava e atiçava, e não, não sobravam dúvidas, eu desejava àquela parte e a mim mesmo o maior prazer já visto, sem malícia e ainda assim tomado por ela, como se se erguesse, como um novo território do poder secular numa zona onde o vácuo da ciência política ditasse uma nova área erógena, um novo ponto sensível, um novo local que não gritasse, mas sim suspirasse levemente de maneira singela um convite nada obsceno, mas sim livre de pecado original, mas sim perfeito e auto-contido; circunspecto... E foi naquela perfeição, naquilo que foi feito até o fim, que eu sabia... Eu estava amando uma parte de minha vida, a simbologia máxima de mim e de minha dor e liberdade; minhas cicatrizes tenras de uma pele abatida e torturada, mas que ainda assim regozijava-se em cada talhada da faca... E aquela pequena parte desprotegida era tudo que eu precisava para saber; estava louco, como qualquer padre me excomungaria e qualquer par numa sala de aula olharia estranho, e eu lá, com lábios rosas de paixão e olhos nublados de prazer, a saciar e provocar uma ânsia em mim mesmo, uma ânsia que nem em meus momentos mais indiscretos eu fui capaz de transpor a uma pele alheia, de meninos e meninas, de pessoas e humanos em geral, e essa ânsia era só minha, minha minha e minha, e nada que mais ninguém jamais fosse conhecer, talvez...
Eu terminava esse relato em êxtase, e retornaria a minha paixão e narcisismo para me embeber em loucura e torridez, pois não mais suportaria a vontade e a ansiedade de fazê-lo. Minha loucura passou, deixada em registro para que talvez me julguem ou eu me lembro disso, quando daqui a vinte anos casado estiver com Shiho, minha amada que reside em minha vida. Eu me descobria dois, talvez, mas também era uno e nessa unidade, ninguém me tiraria, pois eu estava completamente feliz e completo naquele momento; gostaria muito que mais pessoas dividissem dessa completude perfeita. E nisso, nessa conversa altamente suspeita, nesse fator altamente pervertido e puro, de pureza execrável pelo mundo dos incompletos, eu termino um relato da maior beleza jamais experimentada. Sim, pois a paixão invade até mesmo àqueles que não têm ninguém além de si próprios. E acredite, essas pessoas talvez experimentem completudes tão maiores do que perdidos apaixonados, pois são donas de si mesmas, e não meros perdidos sem posse daquilo que mais deveriam prezar...
Brasília, 24/02/2007, 05:41Pm
Revisões subsequentes até o momento: Brasília, 02/03/2007, 05:52Pm
Ps.: Seria isso trair a minha amada Shiho?
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
washing ourselves away!
Segunda-Feira. Acordei querendo me afundar na cama. Última coisa que pretendia era ir pra aula. "Tudo bem, essa matéria de segunda é a mais fácil do semestre mesmo..." foi a desculpa que usei pra voltar a dormir tranquilo, mas acho que se não fosse isso seria... qualquer outra coisa.
Acordei de novo 9 horas depois, exausto de dormir. Por sorte não tinha ninguém em casa e fui fazer café, prevendo um dia de reclusão total. Passar a tarde lendo, trancado no quarto, ouvindo música parecia o ideal. A idéia durou uns 15 minutos. Coloquei Modest Mouse pra tocar e logo eu tava me afogando em nostalgia. Não sei o que aconteceu, mas ficar sentado lendo o resto do dia começou a me parecer algo impossível. Eu precisava sair. Precisava fugir da realidade. PRECISAVA. Deixei o café pra lá, preparei uma dose grande de uísque e chamei companhia.
Não me interessava quem, onde, porque. Hoje eu só queria encher a cara e não pensar em mais nada. Então, algumas horas e meia garrafa de pinga depois eu já até me sentia um pouco melhor, e voltávamos pra casa. Foi aí que desabou uma tempestade absurda. De repente, lá na segurança do carro, olhando o dilúvio do lado de fora, pensei: "perfeito".
- "encosta, encosta!"
- #41 (no meio da curva): "ahn? aqui?"
- "não, pára ali na quadra".
(Carro para. Saio correndo pro gramadão)
- #41: o.O ...ok.
E lá estávamos, completamente bêbados no meio do nada, amaldiçoando o mundo e louvando os céus pela chuva que lavava a alma. Logo depois de umas tentativas cômicas de recriação do Clube da Luta que só me rendeu uma mão inchada hoje, a pinga inevitavelmente acabou, assim como a chuva. Voltávamos então, felizes, livres, quase nadando pelo matagal que agora já tinha virado um pântano, quando ouvimos uns latidos ao longe. Não demorou muito e os latidos iam ficando cada vez mais próximos. Na escuridão total, não via mais que uns 3 metros a minha frente, mas acho que ainda me restava um pouco de bom-senso.
- "melhor a gente dar volta... não corre".
(latidos se aproximando rapidamente)
- "OK. corre!"
Saí em disparada na direção da rua mais próxima, sem olhar pra trás. Quando paro, já bem longe e sem ouvir mais nada, olho pra trás. Lá ao fundo vem o #41, andando, com cara de dor e a mão sangrando. Acabou que estávamos a área de uma pequena favela no meio do mato e os moradores locais terminaram salvando a pele do outro ilustre colaborador do blog segurando os cachorros, mas isso não o impediu de levar um tombo monumental no caminho. Haha!
Mas bom, acho que quem ri por último... Já de volta, completamente encharcados, consigo torcer meu cotovelo fechando a porta do carro e agora meu braço ainda se recusa a esticar.
Enfim, a noite terminou em pizza, literalmente. E minhas breves três horas de sono foram definitivamente melhores que as 13 da noite anterior.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
breathe, keep breathing...
Mais três dias de férias e contato social e me sinto mais calmo, mais só, mais cansado. Sim, euforia não é felicidade, mas é um combustível tão eficiente quanto... Frustrações à parte, essa tentativa de me por movimento até que rendeu. Depois do Carnaval do Mal altamente dispensável, que só serviu mesmo pra acordar fantasmas já bem enterrados, ontem foi dia de cuidar "dos meus", daqueles próximos. Pra variar, acabou com uma nostalgia regada à todo tipo de bebida alcoólica que foi possível achar nessa cidade abandonada pelo carnaval.
Hoje foi o tão esperado dia de folga, e aproveitei pra chutar cahcorro morto e rever meu passado de novo... Preciso mesmo é parar com isso! Pro futuro, pra frente, pro desconhecido! Tenho 22 e pareço um epitáfio ambulante.
Amanhã volta a rotina chata de compromissos (poucos, mas o suficiente pra me desanimar). Enfim, quero ver como vou conciliar esse sentimento que ainda ferve em mim com uma vida mais séria.
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vaziø
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23:56
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Do caso da briga com o silêncio: Garçom, me dilua em álcool, por favor.
Resumo objetivo, pra alguém entender sobre o quê as leveduras trabalham:
Festa. Bebedeira. Conversas paradas. Bebedeira. Bebedeira. Saindo pra beber quase todo dia. Questionamentos à respeito de motivos pra viver. Perdido. Não conseguindo criar vínculos, ou sequer falar a mesma língua mais ou menos. Ressaca moral e mal-humor. Enfim...
Ilusões veleidosas e fugazes. Fogos fátuos em cemitérios de pele morta. Falhas no relevo; lamber feridas é bom, até melhor que talhá-las. Tudo muda. Eu preciso expressar isso de outras formas, depois.
__________
Descrições devidamente desenvolvidas:
Ressaca. Ressaca estranha, por sinal... Ressaca moral.
O corpo insiste em se manter embriagado, mais ou menos. O mundo se enebria numa névoa esquisita qualquer, esse ânimo exalado, ou esse refugo de ânimo que insiste em sair flutuando com suas cores de azul por aí. Eu tomo um gole de água atrás de outro, enquanto penso na dieta que eu tô fazendo: Cachaça e torrada, e uma coisa salgada ocasional na casa dos outros. E comida chinesa. Enfim...
Outra festa engraçadamente... Troncha, como diz uma conhecida. Troncha é a palavra mais esquisita que eu já vi, na boa... É tão troncha que chega a ser um caso de definição circular; é tão troncho que chega a ser ...troncho.
Enfim... O resumo da história. Fazem dois ou três dias que eu vou parar em lugares cada vez mais esquisitos, rápidos e devassantes. Acho que eu tô cometendo uma heresia, fazem dias que eu não presto culto ao silêncio e me dedico completamente a uma suposta esbórnia. O silêncio perdoa, e eu também ainda que com dificuldade; o que não perdoa é o universo, implodindo. Barulho é muito intangível. Sem pilares de silêncio, não dá pra se sentir, acho.
Acho engraçado, talvez eu esteja tentando apenas me enganar. Desnorteado...? Não, o norte social é bem simples, e todas as bússolas e a rosa dos ventos insistem em apontarem em direção à garrafa de álcool diluído mais próxima; é uma questão bem fácil, o álcool é um ponto cardeal por si só, além de uma dimensão à parte... Ninguém acha realmente as mesmas coisas durante a embriaguez. Ou pelo menos eu não. Afinal, não é todo dia que decadentemente se começa um puta discurso à respeito de Xanadu, capital do império mongol (mais tardiamente uma parte da cidade proibida da china), e conceito sobre armazenamento de todo o conhecimento humano, porque alguém falou em músicas piratas do Dead Kennedys que são raras. Falando em unir o sacro ao profano... Acho que inegavelmente a cultura popular tem esse lado bem acentuado.
Enfim, dada a quantidade de bebida no meu sangue, isso foi meio decadente. ¬_¬¡
Dor de cabeça. Não dá mais pra falar. Ah, dá sim... Alguém já viu aquela camisa paródia da Nokia? Vodka - Connecting people.
Poisé. Acho que é isso que eu tô procurando. Como diz uma pessoa de quem eu gosto... Acho que tô precisando de álcool pra tolerar os outros, senão o negócio não funciona. E ultimamente, tá Realmente chegando nesse naipe. Além do quê, eu detesto festas; ainda me pergunto "O que diabos está sendo festejado", aralho de casa.
Verborragia. Algo não para de fluir. Ânforas e seus amores transbordam tal qual margens do tietê, vertendo igualmente uma quantidade de lixo, talvez. Ai ai.
Brasília, 20/02/2007, 12:49Pm
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
destroy me, invisible movement
Dançar, dançar e dançar, como se não houvesse amanhã. Por um momento, achei que essa seria mais uma noite frustrada, mas acabou tudo correndo conforme o planejado (bom, mais ou menos). E eu cheguei 6 e meia da manhã em casa, com os pés latejando, e a calça frouxa dos quilos que perdi... Se continuar nesse rítmo, na quinta-feira vou tá só pele e osso. Pelo menos me sinto aliviado por não ter enfrentado mais uma caminhada épica do Conic até aqui, tava tão tarde (ou cedo) que já tinha ônibus pra voltar. Por sinal, o ônibus que peguei tava encharcado pelo orvalho.
Bom, eu gosto dessa sensação de exaustão. Me deixa com certa paz, como se não houvesse mais nada que pudesse ser feito, trabalho cumprido, sei lá. De qualquer forma, continuo na minha saga pra saciar essa onda de energia acumulada.
Só que olhando em retrospecto, hoje foi um dia bem abaixo do esperado. Por algum motivo não me sinto completo, nem melhor que antes. Eu me sinto errado. Eu me sinto só.
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domingo, 18 de fevereiro de 2007
mais beta impossível
É isso, meu saco encheu de vez e agora esse será o lugar onde vomitarei minhas ânsias. Nem vou dizer os porquês, os como e quandos. É agora e é isso.
Preciso de ânimo, hoje pretende ser mais uma noite de aventura dançante, bêbada e cansativa.
Eu não sei o que me deu, mas preciso de diversão, de conhecer pessoas, de sentir um pouco mais o mundo. Bom, não tô com tanta coragem assim, na verdade. Só pra variar é contraditório. Mas veremos onde vou parar...
Esse lugar precisa de vida.
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vaziø
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