E já acordei meio estressado. Acho que fui dormir tarde demais, sono conturbado... mas saí correndo até com mais disposição do que o normal, porque sabia que o dia ia ser longo. Me preparei com o mp3player da minha irmã e fui pra rodoviária em mais uma manhã sem cafeína. Voltar a pegar ônibus e ficar quase 1 hora sentado pra ir e quase outra pra voltar é desanimador, mas eu sei que tô pagando pelos meus erros, então não tenho muito do que reclamar.
Chegando lá, já a primeira frustração: passei meia hora enchendo o mp3player de música, mas esqueci de checar as pilhas. Ótimo. Só me restava admirar a paisagem urbana/rural da EPTG com seu som ambiente ao qual já me acostumei nesse último ano de Brasília-Taguatinga.
Metodologia Científica, enfim. De cara vejo que não vai ser um semestre normal quando percebo que tem mais de uma dúzia de mulheres na minha sala e a professora começa a citar Marx, Weber e já marcar, toda empolgada, seminários e grupos de discussão. Inferno. 2002 all over again... Pouco antes do almoço e meu dia se torna sensívelmente mais complicado, perdi minha carona pra aula da tarde. Minhas opções se resumem então a quatro horas morgando na faculdade sem Lovecraft ou mp3's ou outra 1 hora e tanto do infernal serviço público de transporte brasiliense. Meu masoquismo fala mais alto: ônibus. Pelo menos vou ter umas horas de descanso almoçando em casa.
Volto pra rodoviária e em seguida de volta à facul. O semestre átipico continua com Leitura e Produção de Texto. Parecia pedagogia. Tinha mais mulher do que vi no meu meio-curso de História todo. Eu não reclamo nem um pouco. Uma mudança de ares é tudo que preciso. Principalmente quando a aula é tão absurdamente maçante - já que o professor insiste em querer ensinar "como se ler o Correio Brasiliense" - que admirar a pintura ao redor é um colírio. E quando ele começa com o papo de seminários e trabalhos em grupo, a idéia já nem me parece tão ruim assim.
Mais uma pequena viagem e finalmente em casa. Me sinto no direito de me presentear com o primeiro café de verdade da última uma semana e meia... e não deu tempo nem de saborear o momento, percebo que foi um erro. Azia, dor, preciso de um médico.
A noite cai e acabo tendo que ir no shopping pra poder aproveitar uma carona pra ir novamente à faculdade, pois decidi que já tive o bastante de ônibus por um dia. Perambulei um pouco por lá e logo me encontrava no campus da Asa Norte, que é logo aqui do lado, pra variar um pouco. Já com meu ânimo começando a me falhar, começa a aula de Cálculo, com uma professora (!) super gata e provavelmente ex-gaúcha. Certo. Talvez sejam os deuses tentando recompensar minha força de vontade. De qualquer forma, apesar de não ter tido muito de aula e muito possivelmente ter batido o recorde distrital de horas-seguidas-sentado-fazendo-absolutamente-nada, cheguei em casa morto de cansaço, mas com uma sensação de dever cumprido.
Bom começo, apesar dos pesares.
OBS: não tenho habilidade pra bater foto de mim mesmo caído na cama.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
dia 1: cansaço
Postado por
vaziø
às
00:40
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