terça-feira, 31 de julho de 2007

dia 6, 7, 8... : crônica de um desastre anunciado

Me faltou coerência, vontade, ânimo, coragem. Me sobrou cobrança.

Sinto quebrar novamente, mas eu sei o que é drama e o que é realidade. Sei bem do fogo que se pode brincar e daquele que mata. Sei que dessa briga só saio com todos os ossos quebrados, porque é a última que pretendo ter. O problema não é o resultado final, mesmo porque depois da tempestade sempre vem a calmaria e não interessa o quanto a tempestade foi forte. O problema não é o temor de que talvez não consiga o futuro que almejo. É a dúvida do agora, é o monstro da decepção. É abandonar minha imaginação. O mundo que que vive em mim e a realidade que finjo viver.

Não é mais tempo para sonhar ou brincar de ser feliz. O passado não é mais nada do que os fatos que me levaram ao presente. Nada mais. Quero o concreto na face, quero que a dor me persiga. Quero o universo conspirando contra mim. Quero ver do que sou feito. Não quero saídas, nem "jeitinhos", nem camas aconchegantes ou noites bem dormidas. Quero a humilhação, a perda, a falta, o baque no chão após a queda até o fundo.

Quero essa tragédia que me consome aos poucos. O pão sujo e podre que o diabo amassou.
Quero todo o som e toda a fúria. Se tem mesmo alguém aí em cima (ou embaixo, ou aos lados) que me leia agora:

me traga o inferno em vida!

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