terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

washing ourselves away!

Segunda-Feira. Acordei querendo me afundar na cama. Última coisa que pretendia era ir pra aula. "Tudo bem, essa matéria de segunda é a mais fácil do semestre mesmo..." foi a desculpa que usei pra voltar a dormir tranquilo, mas acho que se não fosse isso seria... qualquer outra coisa.

Acordei de novo 9 horas depois, exausto de dormir. Por sorte não tinha ninguém em casa e fui fazer café, prevendo um dia de reclusão total. Passar a tarde lendo, trancado no quarto, ouvindo música parecia o ideal. A idéia durou uns 15 minutos. Coloquei Modest Mouse pra tocar e logo eu tava me afogando em nostalgia. Não sei o que aconteceu, mas ficar sentado lendo o resto do dia começou a me parecer algo impossível. Eu precisava sair. Precisava fugir da realidade. PRECISAVA. Deixei o café pra lá, preparei uma dose grande de uísque e chamei companhia.

Não me interessava quem, onde, porque. Hoje eu só queria encher a cara e não pensar em mais nada. Então, algumas horas e meia garrafa de pinga depois eu já até me sentia um pouco melhor, e voltávamos pra casa. Foi aí que desabou uma tempestade absurda. De repente, lá na segurança do carro, olhando o dilúvio do lado de fora, pensei: "perfeito".

- "encosta, encosta!"
- #41 (no meio da curva): "ahn? aqui?"
- "não, pára ali na quadra".
(Carro para. Saio correndo pro gramadão)
- #41: o.O ...ok.

E lá estávamos, completamente bêbados no meio do nada, amaldiçoando o mundo e louvando os céus pela chuva que lavava a alma. Logo depois de umas tentativas cômicas de recriação do Clube da Luta que só me rendeu uma mão inchada hoje, a pinga inevitavelmente acabou, assim como a chuva. Voltávamos então, felizes, livres, quase nadando pelo matagal que agora já tinha virado um pântano, quando ouvimos uns latidos ao longe. Não demorou muito e os latidos iam ficando cada vez mais próximos. Na escuridão total, não via mais que uns 3 metros a minha frente, mas acho que ainda me restava um pouco de bom-senso.

- "melhor a gente dar volta... não corre".
(latidos se aproximando rapidamente)
- "OK. corre!"

Saí em disparada na direção da rua mais próxima, sem olhar pra trás. Quando paro, já bem longe e sem ouvir mais nada, olho pra trás. Lá ao fundo vem o #41, andando, com cara de dor e a mão sangrando. Acabou que estávamos a área de uma pequena favela no meio do mato e os moradores locais terminaram salvando a pele do outro ilustre colaborador do blog segurando os cachorros, mas isso não o impediu de levar um tombo monumental no caminho. Haha!
Mas bom, acho que quem ri por último... Já de volta, completamente encharcados, consigo torcer meu cotovelo fechando a porta do carro e agora meu braço ainda se recusa a esticar.

Enfim, a noite terminou em pizza, literalmente. E minhas breves três horas de sono foram definitivamente melhores que as 13 da noite anterior.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

breathe, keep breathing...

Mais três dias de férias e contato social e me sinto mais calmo, mais só, mais cansado. Sim, euforia não é felicidade, mas é um combustível tão eficiente quanto... Frustrações à parte, essa tentativa de me por movimento até que rendeu. Depois do Carnaval do Mal altamente dispensável, que só serviu mesmo pra acordar fantasmas já bem enterrados, ontem foi dia de cuidar "dos meus", daqueles próximos. Pra variar, acabou com uma nostalgia regada à todo tipo de bebida alcoólica que foi possível achar nessa cidade abandonada pelo carnaval.

Hoje foi o tão esperado dia de folga, e aproveitei pra chutar cahcorro morto e rever meu passado de novo... Preciso mesmo é parar com isso! Pro futuro, pra frente, pro desconhecido! Tenho 22 e pareço um epitáfio ambulante.

Amanhã volta a rotina chata de compromissos (poucos, mas o suficiente pra me desanimar). Enfim, quero ver como vou conciliar esse sentimento que ainda ferve em mim com uma vida mais séria.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Do caso da briga com o silêncio: Garçom, me dilua em álcool, por favor.

Resumo objetivo, pra alguém entender sobre o quê as leveduras trabalham:

      Festa. Bebedeira. Conversas paradas. Bebedeira. Bebedeira. Saindo pra beber quase todo dia. Questionamentos à respeito de motivos pra viver. Perdido. Não conseguindo criar vínculos, ou sequer falar a mesma língua mais ou menos. Ressaca moral e mal-humor. Enfim...
Ilusões veleidosas e fugazes. Fogos fátuos em cemitérios de pele morta. Falhas no relevo; lamber feridas é bom, até melhor que talhá-las. Tudo muda. Eu preciso expressar isso de outras formas, depois.
__________
Descrições devidamente desenvolvidas:

      Ressaca. Ressaca estranha, por sinal... Ressaca moral.
      O corpo insiste em se manter embriagado, mais ou menos. O mundo se enebria numa névoa esquisita qualquer, esse ânimo exalado, ou esse refugo de ânimo que insiste em sair flutuando com suas cores de azul por aí. Eu tomo um gole de água atrás de outro, enquanto penso na dieta que eu tô fazendo: Cachaça e torrada, e uma coisa salgada ocasional na casa dos outros. E comida chinesa. Enfim...
      Outra festa engraçadamente... Troncha, como diz uma conhecida. Troncha é a palavra mais esquisita que eu já vi, na boa... É tão troncha que chega a ser um caso de definição circular; é tão troncho que chega a ser ...troncho.
      Enfim... O resumo da história. Fazem dois ou três dias que eu vou parar em lugares cada vez mais esquisitos, rápidos e devassantes. Acho que eu tô cometendo uma heresia, fazem dias que eu não presto culto ao silêncio e me dedico completamente a uma suposta esbórnia. O silêncio perdoa, e eu também ainda que com dificuldade; o que não perdoa é o universo, implodindo. Barulho é muito intangível. Sem pilares de silêncio, não dá pra se sentir, acho.
      Acho engraçado, talvez eu esteja tentando apenas me enganar. Desnorteado...? Não, o norte social é bem simples, e todas as bússolas e a rosa dos ventos insistem em apontarem em direção à garrafa de álcool diluído mais próxima; é uma questão bem fácil, o álcool é um ponto cardeal por si só, além de uma dimensão à parte... Ninguém acha realmente as mesmas coisas durante a embriaguez. Ou pelo menos eu não. Afinal, não é todo dia que decadentemente se começa um puta discurso à respeito de Xanadu, capital do império mongol (mais tardiamente uma parte da cidade proibida da china), e conceito sobre armazenamento de todo o conhecimento humano, porque alguém falou em músicas piratas do Dead Kennedys que são raras. Falando em unir o sacro ao profano... Acho que inegavelmente a cultura popular tem esse lado bem acentuado.
      Enfim, dada a quantidade de bebida no meu sangue, isso foi meio decadente. ¬_¬¡
      Dor de cabeça. Não dá mais pra falar. Ah, dá sim... Alguém já viu aquela camisa paródia da Nokia? Vodka - Connecting people.
      Poisé. Acho que é isso que eu tô procurando. Como diz uma pessoa de quem eu gosto... Acho que tô precisando de álcool pra tolerar os outros, senão o negócio não funciona. E ultimamente, tá Realmente chegando nesse naipe. Além do quê, eu detesto festas; ainda me pergunto "O que diabos está sendo festejado", aralho de casa.
      Verborragia. Algo não para de fluir. Ânforas e seus amores transbordam tal qual margens do tietê, vertendo igualmente uma quantidade de lixo, talvez. Ai ai.

Brasília, 20/02/2007, 12:49Pm

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

destroy me, invisible movement

Dançar, dançar e dançar, como se não houvesse amanhã. Por um momento, achei que essa seria mais uma noite frustrada, mas acabou tudo correndo conforme o planejado (bom, mais ou menos). E eu cheguei 6 e meia da manhã em casa, com os pés latejando, e a calça frouxa dos quilos que perdi... Se continuar nesse rítmo, na quinta-feira vou tá só pele e osso. Pelo menos me sinto aliviado por não ter enfrentado mais uma caminhada épica do Conic até aqui, tava tão tarde (ou cedo) que já tinha ônibus pra voltar. Por sinal, o ônibus que peguei tava encharcado pelo orvalho.

Bom, eu gosto dessa sensação de exaustão. Me deixa com certa paz, como se não houvesse mais nada que pudesse ser feito, trabalho cumprido, sei lá. De qualquer forma, continuo na minha saga pra saciar essa onda de energia acumulada.

Só que olhando em retrospecto, hoje foi um dia bem abaixo do esperado. Por algum motivo não me sinto completo, nem melhor que antes. Eu me sinto errado. Eu me sinto só.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

mais beta impossível

É isso, meu saco encheu de vez e agora esse será o lugar onde vomitarei minhas ânsias. Nem vou dizer os porquês, os como e quandos. É agora e é isso.

Preciso de ânimo, hoje pretende ser mais uma noite de aventura dançante, bêbada e cansativa.
Eu não sei o que me deu, mas preciso de diversão, de conhecer pessoas, de sentir um pouco mais o mundo. Bom, não tô com tanta coragem assim, na verdade. Só pra variar é contraditório. Mas veremos onde vou parar...

Esse lugar precisa de vida.