Segunda-Feira. Acordei querendo me afundar na cama. Última coisa que pretendia era ir pra aula. "Tudo bem, essa matéria de segunda é a mais fácil do semestre mesmo..." foi a desculpa que usei pra voltar a dormir tranquilo, mas acho que se não fosse isso seria... qualquer outra coisa.
Acordei de novo 9 horas depois, exausto de dormir. Por sorte não tinha ninguém em casa e fui fazer café, prevendo um dia de reclusão total. Passar a tarde lendo, trancado no quarto, ouvindo música parecia o ideal. A idéia durou uns 15 minutos. Coloquei Modest Mouse pra tocar e logo eu tava me afogando em nostalgia. Não sei o que aconteceu, mas ficar sentado lendo o resto do dia começou a me parecer algo impossível. Eu precisava sair. Precisava fugir da realidade. PRECISAVA. Deixei o café pra lá, preparei uma dose grande de uísque e chamei companhia.
Não me interessava quem, onde, porque. Hoje eu só queria encher a cara e não pensar em mais nada. Então, algumas horas e meia garrafa de pinga depois eu já até me sentia um pouco melhor, e voltávamos pra casa. Foi aí que desabou uma tempestade absurda. De repente, lá na segurança do carro, olhando o dilúvio do lado de fora, pensei: "perfeito".
- "encosta, encosta!"
- #41 (no meio da curva): "ahn? aqui?"
- "não, pára ali na quadra".
(Carro para. Saio correndo pro gramadão)
- #41: o.O ...ok.
E lá estávamos, completamente bêbados no meio do nada, amaldiçoando o mundo e louvando os céus pela chuva que lavava a alma. Logo depois de umas tentativas cômicas de recriação do Clube da Luta que só me rendeu uma mão inchada hoje, a pinga inevitavelmente acabou, assim como a chuva. Voltávamos então, felizes, livres, quase nadando pelo matagal que agora já tinha virado um pântano, quando ouvimos uns latidos ao longe. Não demorou muito e os latidos iam ficando cada vez mais próximos. Na escuridão total, não via mais que uns 3 metros a minha frente, mas acho que ainda me restava um pouco de bom-senso.
- "melhor a gente dar volta... não corre".
(latidos se aproximando rapidamente)
- "OK. corre!"
Saí em disparada na direção da rua mais próxima, sem olhar pra trás. Quando paro, já bem longe e sem ouvir mais nada, olho pra trás. Lá ao fundo vem o #41, andando, com cara de dor e a mão sangrando. Acabou que estávamos a área de uma pequena favela no meio do mato e os moradores locais terminaram salvando a pele do outro ilustre colaborador do blog segurando os cachorros, mas isso não o impediu de levar um tombo monumental no caminho. Haha!
Mas bom, acho que quem ri por último... Já de volta, completamente encharcados, consigo torcer meu cotovelo fechando a porta do carro e agora meu braço ainda se recusa a esticar.
Enfim, a noite terminou em pizza, literalmente. E minhas breves três horas de sono foram definitivamente melhores que as 13 da noite anterior.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
washing ourselves away!
Postado por
vaziø
às
22:09
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Foi intenso, heheheheh. =)
Postar um comentário