
*blink* Pisquei e um mês foi embora. Eu soava realmente esperançoso, ou pelo menos tentava me fazer acreditar no fato de que o amanhã nasceria mais belo. Se ouvisse minha própria experiência, o blog passado me daria a resposta óbvia: o "amanhã" nunca chega. Meu semestre na faculdade tá morto e enterrado. A preocupação agora é tentar matar as aulas de uma forma mínimamente produtiva e não saindo pra beber às 7 da manhã... Minha vida social deu uma despertada, mas foi mais pra reciclar velhos amigos (dos outros). Continuo me sentindo o coadjuvante do filme, mas bom, quem sabe não viro um Philip Seymour de uma hora pra outra. Minha rotina nessas últimas semanas se resumiu a me esforçar pra me manter feliz através do torpor. Parecia natural até certo ponto, me sentia mais vivo do que auto-destrutivo. Acho que esse foi um passo certo no meio de tanta confusão. Mas já perdeu a graça e essas últimas noites foram simplesmente de uma solidão histérica em meio a tanto álcool e conversas que não significam nada.
Eu queria me lembrar de como me apaixonar por alguém. Mas como sabiamente disse Groucho: "jamais faria parte de um clube que me aceitasse como membro". Acho que uma aplicação distorcida da frase - porém conveniente - seria que jamais me apaixonaria por alguém que admirasse uma pessoa como eu. Deve ser por isso que me esforço tanto pra me mostrar como uma pessoa diferente do que sou. Quando não pago por essa mentira com uma grande amostra de falta de personalidade, a conta vem na forma da decepção alheia. O mestre nos becos sem saída strikes back.
Ganhei um celular há mais de um mês e meu pai tem pago a conta dele, mas ainda nem comecei a usá-lo por pura preguiça de passar minha agenda de telefones do celular antigo pro novo. Isso é minha vida: acomodação. De repente olho ao redor e vejo que o tempo passou e não fiz nada. Há... e eu ainda me surpreendo.
Cansei de reclamar (por enquanto), isso parece um muro das lamentações. Uns tapas na cara, um balde de água fria e a continha, por favor, amigo.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
tempo, o incansável algoz
Postado por
vaziø
às
05:06
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