Olá, pessoinhas. Finalmente venho cá me juntar a vocês. Enrolei, enrolei, arrumando desculpas, sendo a principal o fato de que ultimamente só reclamo, não sei falar nada muito animador. Estou aqui hoje escrevendo, não porque isso tenha mudado, mas é que tomei vergonha na cara mesmo.
Minha faculdade está em greve e pensei que aproveitaria esse tempo para colocar tudo em dia. Obviamente, meu plano falhou. E para piorar consegui arrumar ainda mais coisa para fazer, mais coisa para me desesperar. Há indicativo de que as aulas voltam segunda e isso me faz perder a respiração quando penso nos zilhões de trabalhos e coisas da pesquisa que tenho que terminar. Seria mais fácil se jogassem uma bomba na reitoria e os estudantes decidissem batalhar ainda mais firmemente, por tempo indefinido. Sim, eu sei, extremamente egoísta. Preciso de algo que me faça mover. Eu, sozinha, só fico com a intenção.
As coisas na minha casa pioraram de tal forma que não consigo sequer pensar no que está acontecendo. Tento escrever?, para organizar? - pois tento. Brigas e brigas, infinitas brigas, intermináveis brigas, esgotantes brigas, desgastantes brigas. E não é de hoje... Só que agora parece que pioraram. Tenho sofrido tanto com isso, mas às vezes me pergunto se isso não é um pouco egoísta também, dado que me preocupar em demasia com esta situação me faz desviar o pensamento dos outros problemas (aqueles criados por mim mesma, ou que sempre tem sua solução adiada). Não importa. A questão é que pioraram. Meus pais vieram nos visitar uns dias atrás, acabaram com o humor de todo mundo. Dois dias depois de terem ido embora encontramos uma carta, belíssima carta, poderia concorrer a algum prêmio de literatura por sua formalidade... Encontramos uma carta escrita pela minha mãe na qual ela nos culpava de tudo, de toda sua infelicidade, de toda desgraça que vem ocorrendo na família. Engraçado que enquanto nós sofríamos desde crianças só agora isto se torna aparente para ela e meu pai, e os culpados somos nós. Um absurdo. Coincidência ou não, nesta mesma semana meu irmão voltou a se cortar - e, acredite, ele não faz isso por prazer. Estranho é pensar que nessas horas não tenho para onde correr. Pensei em conversar com meu pai mesmo, já que está incluído na situação e é talvez o mais sensato da família. Mas não, como pedir ajuda a alguém que também foge?, que não consegue olhar para a situação?, que não parece querer mudá-la? Estava ontem jogando quando ele conectou, falou que um outro jogador poderia me ajudar (eu estava começando um novo personagem), e lá fui eu conversar com o tal. Conversa esta que fluiu muito naturalmente, e me agradou, até o ponto em que descobri que o tal jogador é na verdade uma mulher casada que mora aqui na minha cidade. Como se não bastasse, o casamento da tal parece estar enfrentando uma má fase. Beleza, hein? Troféu joinha pra vocês. E enquanto isso, me desespero aqui, ando de um lado pr´outro e não consigo resolver nenhuma das questões que dizem respeito a mim, tão somente.
Ai ai... Desculpem-me se começo a postar assim, e se tenho fugido do MSN. É que realmente não ando com cabeça. Quero fugir, apenas fugir. E acho que é isso que acabarei fazendo, a final, se não conseguir manter a calma e ser sensata (está difícil...).
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Um começo, e parte do meu desespero
Postado por
Tita
às
21:18
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Um comentário:
hum, não precisa se desculpar... problema nenhum escrever as frustrações se é isso que é sua vida no momento, eu também só faço isso. aliás, é até um dos objetivo disso tudo, não se censure.
hm, não sei qual o tamanho da sua paciência, mas acho que talvez seja hora de mudar radicalmente.
ah, e quanto à fugir do MSN acho que não desculpo, não. :P
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